sábado, 11 de fevereiro de 2012

Coisas de mim, você e outros: OS PSICOPATAS ESTÃO ENTRE NÓS.

Coisas de mim, você e outros: OS PSICOPATAS ESTÃO ENTRE NÓS.: Depois de chegar ao meu conhecimento alguns fatos. Depois de ‘expraguejar’, xingar, e finalmente amenizar a raiva que estava sentindo. Fique...

OS PSICOPATAS ESTÃO ENTRE NÓS.

Depois de chegar ao meu conhecimento alguns fatos. Depois de ‘expraguejar’, xingar, e finalmente amenizar a raiva que estava sentindo. Fiquei pensando por algum momento no que eu poderia fazer com isso, e como chegar a alguma atitude, não que está pudesse reparar o que já estava feito, mas que isto não ficasse assim tão impune.
Primeiramente a raiva prevalece, pensando principalmente na crueldade que foi feita e na revolta que isso causa, e pelo fato de tu saber quem são as pessoas, que estas freqüentaram a sua residência. Depois de um tempo você começasse avaliar o quão psicopata são estas pessoas, e no que ele pode ser capaz de fazer. Quem bate num animal pode muito bem acabar batendo numa criança. Não pode? Ou ainda entre outras coisas, vai saber do que ela é capaz, por o que se sabe é que crueldade e sangue frio ela já tem, pra fazer algo pior cremos que é só ter oportunidade.
Eu poderia salientar todos os adjetivos plausíveis a estas pessoas, mas um as define perfeita, PSICOPATA. Porque quem chega ao cúmulo de trancar um animal num recinto e bater tanto nele tanto, que de dor chegou a fazer as necessidades no lugar e de tanto que bateram chegou a mataram. Eu não vejo outra definição de estado psicológico que senão ser de psicopata, frio e calculista. Pois esperar os donos saírem pra cometer tal ato criminoso, ainda mais a um animal indefeso que sequer teria como se defender, e que alias não oferecia perigo a ninguém. Além de latir e rosnar não passava disso. Como já dizia o ditado, os animais conhecem as pessoas melhor que nós mesmos. Não era a toa que o cachorro já não gostava dos tais indivíduos. Pra completar os próprios ainda tiveram a capacidade de dizer que os outros cachorros que conviviam com este, haviam matado ele por uma briga entre eles. Fato este no mínimo estranho, por nunca ter havido caso como este na nossa residência. Detalhe que agora avaliando mais friamente e que no momento nos havíamos nos questionados que como um cachorro velho, velho mesmo e que por sinal está “desdentado” havia matado outro mais novo? Como isso? Ta mas tudo bem a gente não estava no momento pra questionar a situação e pra ter visto a briga. Pois passou o tempo e a verdade veio a tona, não há segredo no mundo que um dia não venha ao conhecimento. Talvez até pela mente doentia de tal “assassino” que necessita de ser reconhecido pela sua obra, ou digamos ato. Pois não se conteve e saiu a contar o seu crime como se isso fosse à coisa mais linda do mundo, achando se o machão, o “bãm-bãm-bãm” porque matou um animal. Se não fosse por alguém que ouviu o relato da história ter o minimo de senso do que é correto ter nos contato, nós jamais teríamos descoberto isso. 
Quem teve coragem de matar este animalzinho?
Definitivamente este tipo de gente tem problemas psicológicos, não pode ser normal, é muita ‘cretinice’ pra um ser humano, coisa que nem da pra considerar também clamá-lo de animal seria uma ofensa aos animais de verdade. E ainda dizem que eles que são seres irracionais.
E pra terminar, calculamos ainda após a descoberta deste fato que fizeram o mesmo com mais outro cachorro que viera residir aqui que misteriosamente acabou morto da mesma maneira.
O que fazer com pessoas assim eu me pergunto, enquanto a justiça é lenta e a lei e branda? Eu quero tomar a melhor atitude, mas qual será ela a melhor? Eis a questão.

Tupanciretã, 11 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A Criação da Mulher


Deus tomou a redondeza da Lua e a ondulação da serpente; o entrelaçamento da trepadeira e o tremer da erva; a elegância do caniço e a frescura da rosa; a ligeireza da folha e o aveludado do pêssego; o olhar lânguido da corça e a inconstância da brisa; o pranto da nuvem e a alegria do Sol; a timidez da lebre e a vaidade do pavão; a doçura da penugem que guarnece a garganta dos pássaros e a dureza do diamante; o sabor doce do mel e a crueldade do tigre; o gelo da neve e o calor do fogo; o cacarejar do galo e o arrulho da rola. Misturou tudo isto e fez a mulher. Era grandiosa e sedutora. E, achando-a mais bela do que a íbis e a gazela, Deus orgulhoso da sua obra, admirou-a e deu-a como presente ao homem.

Oito dias depois, o homem, bastante confuso, procurou Deus e disse-lhe: “Senhor a criatura que me ofereceste envenena a minha existência; tagarela sem parar, lamenta-se a propósito de tudo, chora e ri ao mesmo tempo, é inquieta, exigente e melindrosa; está sempre a importunar-me e não me dá um instante de sossego. Suplico-te, Senhor, chama-a de volta para ti, pois não posso viver com ela”.
E Deus, paternalmente, retomou a mulher.
Mas passados oito dias, o homem voltou a procurar Deus: “ Senhor, a minha vida está muito solitária, desde que te restituí aquela criatura. Ela cantava e dançava à minha frente. Que suave expressão tinha quando me olhava de lado, sem voltar a cabeça. Brincava comigo! E não há fruto mais delicioso, de nenhuma árvore, que se compare às suas carícias! Imploro que ma devolvas. Não posso viver sem ela!”
E Deus devolveu-lhe a mulher.
Passaram-se mais oito dias e Deus franziu o cenho, vendo surgir o homem que empurrava a mulher dizendo: “ Senhor, não sei como é que isto acontece, mas a verdade é que esta mulher dá-me mais aborrecimentos do que prazer. Fica com ela, que eu não a quero mais!”
A tais palavras, o Senhor disse-lhe: “Homem, regressa a tua casa com a tua companheira e aprende a suportá-la. Se eu a aceitasse de volta, daqui a oito dias virias outra vez importunar-me para a reaver. Vai e leva-a contigo.”
E o homem retirou-se murmurando: “Como eu sou infeliz! Duplamente infeliz, porque não posso viver com ela e não posso viver sem ela!”

(Lenda Hindu)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Remar

Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. 

Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. 
Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. 
Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. 
Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! 
Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! 
Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. 
Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. 
Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! 
Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.                                                                                         (Caio Fernando de Abreu)

sábado, 9 de abril de 2011

"Ser feliz ou ter razão?"


Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita.
Discutem. percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
- Se tinha tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devia ter insistido um pouco mais...
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite! 






Eu sei o que eu quero, e você já sabe?

quinta-feira, 10 de março de 2011

Utopia

A realidade que eu sonho é uma utopia. Talvez eu quisesse apenas que você chegasse, batesse a minha porta, me chamasse de amor, que não importa quem esteja errado, que o amor é maior que tudo, que na vida a gente erra, a gente perde a cabeça às vezes com quem se ama. Mas que isso era apenas uma coisa passageira. Talvez isso fosse um pouco de medo de se entregar de verdade, de amar de verdade e viver verdadeiramente a plenitude de ter alguém que se quer pra vida toda do lado. Que sofrer todos nós sofremos, que faz parte levantar a cabeça e seguir em frente sem deixar o passado respingar e sujar o que nos é dado de bom. Mas no final das contas qualquer ser humano sabe que o passado é um fantasma que nos assombra sempre.
Esperamos mais, mais e mais uns dos outros. Pela  falta de saciedade de sempre termos em nossa consciência que merecemos mais, e o que nos é dado é sempre pouco para o que verdadeiramente almejamos. Entender que isso é ima utopia, não é fácil. Com isso sofremos, brigamos, gritamos exigimos de quem faz todo o possível por nós. Pra no fim concluir que nada é perfeito. Mas que resta a nós saber enxergar que a felicidade não está além, não está no vizinho ao lado que parece nos ter tudo. Mas na nossa própria idealização de que aquilo faz bem para gente, e valeu a pena chegar até aqui e assim afinal, lutar por tudo isso, e que a realização esta no caminho que foi percorrido até então. E não julgar as pedras  que encontramos nele, como pontos finais no que foi vivido, ou ponto final de histórias(vidas) que chegaram ao fim.  A final deixar passar é mais fácil que lutar. Viver é muito mais que isso.